Na verdade, na maioria das vezes isso acontece, mas também há uma percentagem de jovens que sofre todos os dias na escola. Ou por serem frágeis, ou por serem considerados “marrões” (utilizando a gíria estudantil) ou por qualquer outro motivo. Estes alunos mantêm-se calados, sem contar o seu problema, por medo do bully (pessoa que pratica o bullying) ou porque já tentaram fazer queixa e infelizmente não são ouvidos. Os auxiliares pensam que é coisa de miúdos e deixam passar, os professores não têm normalmente a noção da realidade do assunto, os colegas desvalorizam. E esses jovens que sofrem de bullying vão crescendo, traumatizados, assumindo sempre para si a culpa da situação, por se acharem demasiado feios, gordos, estudiosos devido à sua baixa auto-estima. E os casos de bullying vão sendo sempre abafados, esquecidos, deixados para trás, porque ninguém gosta de remexer nestes assuntos.
O pior é que os bullies muitas vezes não percebem o que estão a fazer à vítima, para eles é uma coisa natural, pois nunca ninguém lhes explicou que o que estavam a fazer era errado.Obviamente falo aqui do bullying psicológico, o pior de todos, o que nos deixa as cicatrizes mais profundas, não fisicamente, mas na alma podendo chegar ao suicídio. E a escola, não faz nada. Muitas vezes sabe desses casos, mas deixa passar por pensar serem casuais e que supostamente não vão voltar a acontecer. Mas voltam sempre a acontecer, e o pensamento de que foi uma situação casual continua.
E não se esqueçam, tal como alguém disse um dia, “quando as pessoas te tentam deitar abaixo isso apenas quer dizer que estás acima delas”.
Filipa Costa, 10ºB, nº7
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